07/03/2012 · 10h36m
Sindicato diz que vai voltar a entregar em SP combustível
do Portal Caipirosca

Sindicato recomenda que caminhoneiros voltem ao trabalho

Justiça determinou que distribuição de combustíveis seja retomada em SP.
Paralisação desde segunda deixou postos sem gasolina e álcool na cidade.

Juliana Cardilli Do G1 SP

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O Sindicato dos Transportadores Rodoviários Autônomos de Bens do Estado de São Paulo (Sindicam-SP) informou na manhã desta quarta-feira (7) que irá acatar a decisão judicial que determinou a volta ao trabalho dos motoristas de caminhões-tanque que transportam combustíveis em São Paulo. A categoria está parada desde segunda-feira (5) em protesto contra as restrições aos veículos de carga na Marginal Tietê. A decisão desta terça (6) diz que se a ordem não for cumprida, os sindicatos acusados de promover ações com o objetivo de impedir a distribuição de combustível em postos de gasolina da capital paulista terão que pagar multa de R$ 1 milhão por dia. A decisão lista dois sindicatos - o Sindicam  e o Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado de São Paulo.

De acordo com a assessoria de imprensa do Sindicam, durante a madrugada cópias da liminar expedida pelo Tribunal de Justiça de São Paulo foram distribuídas aos caminhoneiros que estão nas bases de distribuição, deixando clara a posição do sindicato de acatar a decisão e voltar ao trabalho. Entretanto, o sindicato informou que não tem o poder de controlar os caminhoneiros, que são autônomos, e que eles devem decidir se irão voltar ou não ao trabalho.

O Sindicam informou que ainda não havia sido notificado oficialmente sobre a decisão da Justiça até as 8h20 desta quarta-feira. Assim que o for, uma assembleia será convocada para explicar o ocorrido aos caminhoneiros e recomendar oficialmente a volta ao trabalho. O sindicato informou que será dada prioridade para serviços essenciais, como transporte, serviços de saúde, segurança e aeroportos – que já têm sido abastecidos desde terça-feira com o apoio da Polícia Militar, que tem feito a segurança dos motoristas.

Um caminhão entrou em uma garagem de ônibus na Vila Sabrina, na Zona Norte da capital, para abastecer 400 veículos de transporte coletivo. Outros cinco caminhões-tanque carregados de combustível saíram nesta terça da Replan, a refinaria de Paulínia, no interior de São Paulo. Eles seguiram escoltados pela Polícia Militar para abastecer o Aeroporto de Congonhas, na Zona Sul da capital paulista. Um novo comboio deve sair nesta quarta, mas o destino não foi divulgado.

Postos sem combustível
Nesta manhã, terceiro dia da paralisação, muitos postos da cidade já estavam sem combustível. Nos que ainda tinham, as filas eram longas.

Segundo o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), entidade que representa todos os postos de gasolina situados na cidade de São
Paulo, 84 postos estavam sem combustíveis nesta manhã, dos cerca de 2 mil existentes na cidade.

Em entrevista ao Bom Dia São Paulo desta quarta, o presidente do Sincopetro, José Alberto Paiva Gouveia, disse que os problemas de abastecimento devem durar mais cinco ou seis dias, mesmo com a volta do abastecimento. A recomendação dele é que os motoristas controlem o uso de combustíveis.

Caminhões estão proibidos na via das 5h às 9h e das 17h às 22h de segunda a sexta e das 10h às 14h aos sábados. A categoria alega que a proibição inviabiliza o trabalho dos motoristas.

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